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Escrevo, logo existo

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03
Out19

Votar para que te quero?

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Um dos principais motivos para votar é porque esta é uma das formas de defender os nossos interesses, entenda-se que defender os nossos interesses não é sinonimo de ser interesseiro.

 

Muitos afirmam que “nós votamos neles, eles dizem uma coisa e fazem outra”. Aqui já definimos um bom critério, votar naqueles que cumprem a palavra dada. A questão é que estas pessoas que fazem este tipo de afirmações, muitas das vezes, nunca vão confirmar para ver de facto quem são o “eles” e verificar se estes “são todos assim”.A criação da ideia do “eles” e do “nós” também é um objeto de estudo interessante, como uma das causas explicativas para a abstenção. A ideia do “nós” e do “eles”, cria uma ideia de afastamento entre estes dois polos, o que afasta as pessoas, distanciando ainda mais a política das pessoas e da vida comum, deixa de fora o espaço comum, torna-se menos democrática.

 

Colada a esta ideia do binómio “nós e eles”, surge um suplemento para o “eles”, passando a ser “eles os políticos”, que devido à nossa facilidade para criar novos conceitos, evoluindo para “os políticos” e por ultimo a mais recente atualização, levada a cabo também por muitos vendedores da banha da cobra, que tenta elevar esta “categorização” a condição de classe, chamando-lhe  de “classe política”.

O problema continua: a ideia é criar um fosso, esse sim de classe, entre aqueles que têm condições de classe para fazer parte dessa coisa da política e os outros, os outros que vão na cantiga do bandido dos primeiros do “nós e do eles” e da “classe política”.

 

Esta ideia de “classe política” traz também consigo a intensão de tentar meter todos no mesmo saco, o que constitui também por si só uma falácia porque partidos há muitos e de facto não são todos iguais e nem todos representam os mesmos sectores e classes da nossa sociedade.

Afinal quem são os políticos? Somos todos nós, o ser humano é um animal político por excelência, tudo na sua vida é político até a opção e o facto de não a querer fazer. Para quem não quer fazer política, um aviso: Vivemos em sociedade e sendo a sociedade um corpo coletivo dependerá sempre de quem consiga fazer coisas, ou seja, se não quiseres fazer, alguém fará por ti, se não quiseres decidir, alguém decidirá por ti, para bem ou para mal.

 

Uma das vertentes da nossa democracia, que se encontra em crise, é a vertente da democracia participativa. Esta crise tem também uma forte influência naquilo que é a abstenção porque a democracia não se pode esgotar em chamadas às urnas de 4 em 4 anos, a democracia é mais do que isso. A democracia ensina-se, a democracia constrói-se.

É necessário criar um maior gosto pela democracia, é preciso conquistar uma melhor democracia porque quem corre por gosto não cansa e domingo vai votar e participa para além do voto.

 

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