Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrevo, logo existo

Escrevo, logo existo

31
Out19

Apenas chuva

Escrevo, logo existo

Parece que quando chove as pessoas decidem todas comprar um carro ou alugar para encher as ruas de Lisboa. Porquê tal fenómeno? Medo de se molharem? A meu ver estamos perante ridículo, existe uma tecnologia inventada à pouco tempo chamada de chapéus de chuva, coisa de à pouco tempo, percebo.


Para além do mais estas pessoas não é a primeira vez que saem de casa quando chove, a não ser que só saiam de casa quando chove e de carro, o que mais uma vez não faz sentido. Outra hipótese é cada vez que saem de casa irem de transportes públicos. Neste momento dêmos as mãos uns aos outros em círculo, fazendo uma grande reflexão coletiva: Também não chove nos transportes, pois não? No caminho para o trabalho quando saem dos transportes e vice-versa podem usar um chapéu não podem? Então meus caros nesse caso deixem o carro na garagem, aproveitem o passe e usem os chapéus.

15
Out19

São abstenções meu senhor . . . São abstenções . . .

Escrevo, logo existo

As abstenções escondem por detrás a realidade. Para compreender a abstenção é necessário conhecer a realidade e não fugir dela. A realidade é clara: a vida está melhor, os salários subiram, os passes baixaram o preço, e as contribuições para a segurança social aumentaram, não aumentando a carga fiscal, logo, seria espectável que a abstenção diminui-se e não o seu contrário. A questão é que as coisas da vida não são assim tão simples.

O povo português e a sua democracia portuguesa vivem um problema grave, de saúde, que tem resolução, mas esta cura demora o seu tempo, como qualquer terapia. Primeiro é determinante encarar a democracia como um processo e não como um momento. Mas de quem é a culpa? A culpa são das políticas que têm fustigado as populações anos sucessivos.

É necessário continuar a melhoria das condições de vida dos portugueses. Travar este rumo teria como consequência uma ressaca que poderia não só alimentar a abstenção, ou pior, alimentar falsas alternativas, nomeadamente a extrema direita. É urgente continuar a insistir e continuar a criar esperança sendo que a abstenção não se combate do dia para a noite.

Quanto mais esperança, menos abstenção. Melhores condições de vida, mais esperança.

30
Set19

Já não passo sem ti

Escrevo, logo existo
Sábado é o dia de quem tem direito a um sábado normal, de não ter nada para fazer. Dia em que muita gente se perde entre o planeamento de nada para fazer e a preguiça porque para nada fazer em condições, implica também alguma mestria, criatividade e coragem. Assim foi! Acordei vi o mail, vi as notícias. Comi uma taça de cereais e perto das 11h lá fui para a praia.
 
Sendo do distrito de Lisboa e não tendo carro, fui de transportes e ao contrário de muita "boa gente", não tenho nem tivemedo da minha gente e amor pelas nossas gentes é o que tenho.
 
Estamos em setembro e o calor aperta. A pergunta que mesurge é nada mais nada menos do que: O que é que me faz ir para a praia? Nada mais nada menos do que nadar, refrescar e praticar desporto.  Desta vez fui sozinho, pois sabes estar sozinho é das melhores coisas que um homem pode ter.
 
Chegado ao Cais do Sodré, aqui fui linha a dentro, impressionante a quantidade de Lisboetas que não usufruem desta riqueza à beira mar. A ponte 25 de abril, os barcos à vela, a "malta" da pesca, o senhor a passear o cão ... Enfim a vida a acontecer, haverá coisa mais bela? Sendo que a única coisa feia é que apenas se fala inglês e outras línguas estrangeiras e portugueses nem os vês, parece que temos as nossas coisas boaspara os outros. A pergunta impõe-se : Porque é que os alfacinhas não aproveitam as coisas boas da sua cidade, do seu distrito? darei a opinião no fim continuemos a disfrutar a viagem.
 
 
Para que tudo resulte, tudo trabalha para, na e a cidade. É uma verdadeira orquestra, é o "Comicon" a acontecer em Algés, ospolícias a trabalhar e o comboio a andar, com certeza uns mais felizes que outros, ou mais infelizes que outros (depende do estado de espírito do escritor ou do leitor). Não nos percamos e continuemos a disfrutar do que a viagem/vidatem para nos dar.
 
 
O estômago começa a roncar, e ainda no comboio, estandodesempregado, duas uma ou pouparei dinheiro, ou comerei um belo peixe, mais umavez nem vale a pena pensar nisso e não aproveitar esta viagem de comboio .Quando chegar lá, logo penso no que vou comer. . .
 
 
Chegando a Cascais, apercebo-me que o movimento é muito etal como no comboio está cheio de turistas, muito movimento, muitas esplanadas, jovens "voluntários" a receber as pessoas no comboio e os restaurantes a abarrotar. Lá mergulhei nas ruas, deparo-me com o preço da sardinha e foi mais fácil do que pensava, vamos às sardinhas! Sardinhas a 8,50€ o mais barato da ementa.
 
 
Depois do almoço como se diz por cá: é "tempo dedesmoer", e assim foi, meti-me a andar um bocadinho, chegando ao Vila Galée voltando para trás, de volta à baía de cascais percebi que o passeio não me deu coragem suficiente para enfrentar o mar gélido. Falta de coragem esta quenão foi ultrapassada pelo meu gosto pela natação, então concentrei-me, enchi os pulmões e dei um mergulho e vim de novo para a toalha.
 
 
Muita gente na praia, portugueses só me apercebo dos que estão a trabalhar, guardarão "remitentes um cheirinho de alecrim", pergunto-me será que um dia esse "tanto mar" será também para oportuguês comum navegar? Hoje ainda não é, pelo menos para todos...
 
 
E lá vim mais dois km´s a pé até ao Estoril, fazendo algum exercício físico pelo caminho, chegando ao Estoril, nada melhor do que um belo duche de água fria para "acalmar" os músculos e depois para o lanche uma banana para ajudar a contrariar as dores musculares, com uma boa dose de magnésio. Mais uma vez é continuar a apreciar o andar do tempo sem preocupações e mais uma vez disfrutar.
 
 
Duas cervejas a ver a bola no Picadelly, conversar comestranhos no bar. Pôr do sol em andamento no comboio. Haverá coisa mais bela? Será isto a verdade, o verdadeiro significado de viver?
 

 

P.S. Obrigado Passe, sem ti isto não era possível!
 
 




 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D