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Escrevo, logo existo

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20
Nov19

Evento Antiwebsummit

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Tive uma ideia empreendedora que é de criar uma antiwebsummit, onde as pessoas que já tenham dado uso à sua genitália possam participar e que fosse impossibilitada a entrada indivíduos que têm medo de vá . . . de ter relações com algum contacto físico com outras pessoas (animais e a própria mão não conta).
Neste evento estaria proibida a entrada de "gadgets", de portáteis e telemóveis e a única bebida não alcoólica que entrava era água. Não seria permitida a entrada de empresas para vender coisas e fazer dinheiro com o dinheiro dos outros e as empresas que entrassem só podiam oferecer coisas.
Como é óbvio não existia internet e os eventos era só festa, borga e saídas à noite que fossem para além da 00h em que haveria mais do que sumo de laranja e se houvesse sumo de laranja tinha de ser traçada com vodka.
Existiria um espaço antinetworking em que seria um espaço onde as pessoas se insultavam mutuamente, com prémios para o pior insulto e claro um campeonato de chapadas.
O antiteambuilding seria uma sauna gigante onde as pessoas praticavam atividades sexuais em público uns com os outros (uma forma empreendedora de organizar uma órgia).
Assim deixo a minha ideia antiempreendedora. e fico à espera não só de antioutputs como de antinvestimentos.

31
Out19

Apenas chuva

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Parece que quando chove as pessoas decidem todas comprar um carro ou alugar para encher as ruas de Lisboa. Porquê tal fenómeno? Medo de se molharem? A meu ver estamos perante ridículo, existe uma tecnologia inventada à pouco tempo chamada de chapéus de chuva, coisa de à pouco tempo, percebo.


Para além do mais estas pessoas não é a primeira vez que saem de casa quando chove, a não ser que só saiam de casa quando chove e de carro, o que mais uma vez não faz sentido. Outra hipótese é cada vez que saem de casa irem de transportes públicos. Neste momento dêmos as mãos uns aos outros em círculo, fazendo uma grande reflexão coletiva: Também não chove nos transportes, pois não? No caminho para o trabalho quando saem dos transportes e vice-versa podem usar um chapéu não podem? Então meus caros nesse caso deixem o carro na garagem, aproveitem o passe e usem os chapéus.

30
Set19

Já não passo sem ti

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Sábado é o dia de quem tem direito a um sábado normal, de não ter nada para fazer. Dia em que muita gente se perde entre o planeamento de nada para fazer e a preguiça porque para nada fazer em condições, implica também alguma mestria, criatividade e coragem. Assim foi! Acordei vi o mail, vi as notícias. Comi uma taça de cereais e perto das 11h lá fui para a praia.
 
Sendo do distrito de Lisboa e não tendo carro, fui de transportes e ao contrário de muita "boa gente", não tenho nem tivemedo da minha gente e amor pelas nossas gentes é o que tenho.
 
Estamos em setembro e o calor aperta. A pergunta que mesurge é nada mais nada menos do que: O que é que me faz ir para a praia? Nada mais nada menos do que nadar, refrescar e praticar desporto.  Desta vez fui sozinho, pois sabes estar sozinho é das melhores coisas que um homem pode ter.
 
Chegado ao Cais do Sodré, aqui fui linha a dentro, impressionante a quantidade de Lisboetas que não usufruem desta riqueza à beira mar. A ponte 25 de abril, os barcos à vela, a "malta" da pesca, o senhor a passear o cão ... Enfim a vida a acontecer, haverá coisa mais bela? Sendo que a única coisa feia é que apenas se fala inglês e outras línguas estrangeiras e portugueses nem os vês, parece que temos as nossas coisas boaspara os outros. A pergunta impõe-se : Porque é que os alfacinhas não aproveitam as coisas boas da sua cidade, do seu distrito? darei a opinião no fim continuemos a disfrutar a viagem.
 
 
Para que tudo resulte, tudo trabalha para, na e a cidade. É uma verdadeira orquestra, é o "Comicon" a acontecer em Algés, ospolícias a trabalhar e o comboio a andar, com certeza uns mais felizes que outros, ou mais infelizes que outros (depende do estado de espírito do escritor ou do leitor). Não nos percamos e continuemos a disfrutar do que a viagem/vidatem para nos dar.
 
 
O estômago começa a roncar, e ainda no comboio, estandodesempregado, duas uma ou pouparei dinheiro, ou comerei um belo peixe, mais umavez nem vale a pena pensar nisso e não aproveitar esta viagem de comboio .Quando chegar lá, logo penso no que vou comer. . .
 
 
Chegando a Cascais, apercebo-me que o movimento é muito etal como no comboio está cheio de turistas, muito movimento, muitas esplanadas, jovens "voluntários" a receber as pessoas no comboio e os restaurantes a abarrotar. Lá mergulhei nas ruas, deparo-me com o preço da sardinha e foi mais fácil do que pensava, vamos às sardinhas! Sardinhas a 8,50€ o mais barato da ementa.
 
 
Depois do almoço como se diz por cá: é "tempo dedesmoer", e assim foi, meti-me a andar um bocadinho, chegando ao Vila Galée voltando para trás, de volta à baía de cascais percebi que o passeio não me deu coragem suficiente para enfrentar o mar gélido. Falta de coragem esta quenão foi ultrapassada pelo meu gosto pela natação, então concentrei-me, enchi os pulmões e dei um mergulho e vim de novo para a toalha.
 
 
Muita gente na praia, portugueses só me apercebo dos que estão a trabalhar, guardarão "remitentes um cheirinho de alecrim", pergunto-me será que um dia esse "tanto mar" será também para oportuguês comum navegar? Hoje ainda não é, pelo menos para todos...
 
 
E lá vim mais dois km´s a pé até ao Estoril, fazendo algum exercício físico pelo caminho, chegando ao Estoril, nada melhor do que um belo duche de água fria para "acalmar" os músculos e depois para o lanche uma banana para ajudar a contrariar as dores musculares, com uma boa dose de magnésio. Mais uma vez é continuar a apreciar o andar do tempo sem preocupações e mais uma vez disfrutar.
 
 
Duas cervejas a ver a bola no Picadelly, conversar comestranhos no bar. Pôr do sol em andamento no comboio. Haverá coisa mais bela? Será isto a verdade, o verdadeiro significado de viver?
 

 

P.S. Obrigado Passe, sem ti isto não era possível!
 
 




 

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