Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrevo, logo existo

Escrevo, logo existo

livrosbolso-billboard
20
Out19

Adolf(o) calma que o povo desconfia

Escrevo, logo existo

O Adolf(o) Mesquita Nunes foi convidado da circulatura do quadrado, não querendo debater à exaustão a sua participação, gostaria de focar-me no seu posicionamento em relação às ideologias: Adolf(o) entende que o CDS-PP não se rege por ideologias e que não regras rígidas do ponto de vista ideológico, quer em termos de posicionamento, quer em termos de funcionamento. Afirmando que no CDS-PP cabem diferentes tipos de posicionamento, diferentes ideologias, diferentes sensibilidades, dizendo que hoje as ideologias não têm nem devem ter centralidade.

Concentremo-nos nesta matéria, as ideologias têm hoje toda a importância e quando alguém te disser que as ideologias não interessam, ou não são o que mais importa, desconfia! Esse é o mesmo tipo de pessoa que te vai dizer que estamos todos para o mesmo, que hoje numa empresa não há trabalhadores, mas sim colaboradores e que hoje não há patrões, mas sim empregadores e que lhes devemos agradecer por nos explorarem todos os dias. Ah! Desculpem-me, recapitulando . . . a pagarem-nos o salário que não equivale ao que produzimos e que é muito bom e que só temos é que agradecer.

Meus caros quem diz que não existem ideologias, ou que elas hoje não têm importância, na generalidade dos casos (para não dizer todos) afirmam isso porque têm a intensão de fazer com que vocês pensem que não há ideologias, que não há cá lados, que não há cá adversários e inimigos e por último de que não há luta de classes.

A extrema direita escala nesta ideia central da morte das ideologias, dando um ar de antissistema (sendo eles a vanguarda do próprio sistema) como forma de atrair as camadas mais descontentes da população.

O que vale Adolf(o) é que o povo continua a desconfiar e a direita levou a tareia que levou porque o povo desconfia e bem e não perdoa (e bem) o que o vosso governo fez.

15
Out19

São abstenções meu senhor . . . São abstenções . . .

Escrevo, logo existo

As abstenções escondem por detrás a realidade. Para compreender a abstenção é necessário conhecer a realidade e não fugir dela. A realidade é clara: a vida está melhor, os salários subiram, os passes baixaram o preço, e as contribuições para a segurança social aumentaram, não aumentando a carga fiscal, logo, seria espectável que a abstenção diminui-se e não o seu contrário. A questão é que as coisas da vida não são assim tão simples.

O povo português e a sua democracia portuguesa vivem um problema grave, de saúde, que tem resolução, mas esta cura demora o seu tempo, como qualquer terapia. Primeiro é determinante encarar a democracia como um processo e não como um momento. Mas de quem é a culpa? A culpa são das políticas que têm fustigado as populações anos sucessivos.

É necessário continuar a melhoria das condições de vida dos portugueses. Travar este rumo teria como consequência uma ressaca que poderia não só alimentar a abstenção, ou pior, alimentar falsas alternativas, nomeadamente a extrema direita. É urgente continuar a insistir e continuar a criar esperança sendo que a abstenção não se combate do dia para a noite.

Quanto mais esperança, menos abstenção. Melhores condições de vida, mais esperança.

08
Out19

Não votou, mas pode reclamar!

Escrevo, logo existo

Afirmar que “se não vota não pode reclamar” é no mínimo ridículo e antidemocrático. Entenda-se que a democracia para estas pessoas que proferem estas anormalidades, vêm a democracia como uma coisa muito curta que se encerra no ato de realizar uma cruz num determinado quadradinho (o diminutivo deve-se ao facto de ser mesmo um quadrado pequeno).

É claro que mesmo não votando pode participar no futuro numa coletividade, numa manifestação ou num partido político e é positivo que o faça pois pode ser que para a próxima vez já vote.

Os mesmos que dizem isto são os mesmos que dizem aos jovens que isso das associações de estudantes e sindicatos é coisa do passado, “devem é trabalhar, ser melhor que os outros e fazerem-se à vida”. Estes que dizem estas alarvidades e os que enfiam a carapuça, incluindo figuras de estado, se não gostam da democracia e não a entendem como processo, ou a querem travar enquanto processo, entendam uma coisa: ela é tão boa ao ponto de vos permitir dizer este tipo de baboseiras (reparem: “anormalidades”/”alarvidades”/”baboseiras”).

 

Para os que não votaram desta vez, desejo que comecem a participar mais e que comecem a votar. Para os que dizem estas coisas, digam para dentro que isso se calhar dito numa tasca, também vos corria mal, já para não dizer que não fica bem à primeira figura do estado.

03
Out19

Votar para que te quero?

Escrevo, logo existo

Um dos principais motivos para votar é porque esta é uma das formas de defender os nossos interesses, entenda-se que defender os nossos interesses não é sinonimo de ser interesseiro.

 

Muitos afirmam que “nós votamos neles, eles dizem uma coisa e fazem outra”. Aqui já definimos um bom critério, votar naqueles que cumprem a palavra dada. A questão é que estas pessoas que fazem este tipo de afirmações, muitas das vezes, nunca vão confirmar para ver de facto quem são o “eles” e verificar se estes “são todos assim”.A criação da ideia do “eles” e do “nós” também é um objeto de estudo interessante, como uma das causas explicativas para a abstenção. A ideia do “nós” e do “eles”, cria uma ideia de afastamento entre estes dois polos, o que afasta as pessoas, distanciando ainda mais a política das pessoas e da vida comum, deixa de fora o espaço comum, torna-se menos democrática.

 

Colada a esta ideia do binómio “nós e eles”, surge um suplemento para o “eles”, passando a ser “eles os políticos”, que devido à nossa facilidade para criar novos conceitos, evoluindo para “os políticos” e por ultimo a mais recente atualização, levada a cabo também por muitos vendedores da banha da cobra, que tenta elevar esta “categorização” a condição de classe, chamando-lhe  de “classe política”.

O problema continua: a ideia é criar um fosso, esse sim de classe, entre aqueles que têm condições de classe para fazer parte dessa coisa da política e os outros, os outros que vão na cantiga do bandido dos primeiros do “nós e do eles” e da “classe política”.

 

Esta ideia de “classe política” traz também consigo a intensão de tentar meter todos no mesmo saco, o que constitui também por si só uma falácia porque partidos há muitos e de facto não são todos iguais e nem todos representam os mesmos sectores e classes da nossa sociedade.

Afinal quem são os políticos? Somos todos nós, o ser humano é um animal político por excelência, tudo na sua vida é político até a opção e o facto de não a querer fazer. Para quem não quer fazer política, um aviso: Vivemos em sociedade e sendo a sociedade um corpo coletivo dependerá sempre de quem consiga fazer coisas, ou seja, se não quiseres fazer, alguém fará por ti, se não quiseres decidir, alguém decidirá por ti, para bem ou para mal.

 

Uma das vertentes da nossa democracia, que se encontra em crise, é a vertente da democracia participativa. Esta crise tem também uma forte influência naquilo que é a abstenção porque a democracia não se pode esgotar em chamadas às urnas de 4 em 4 anos, a democracia é mais do que isso. A democracia ensina-se, a democracia constrói-se.

É necessário criar um maior gosto pela democracia, é preciso conquistar uma melhor democracia porque quem corre por gosto não cansa e domingo vai votar e participa para além do voto.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D