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Escrevo, logo existo

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22
Mai20

Se não gostas de hip hop então toma lá disto

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Não gostar de hip hop, ou de qualquer estilo de música sem conhecer é significado de ignorância, portanto tu oh preconceituoso abre a pestana ouve e depois constrói a tua opinião.

Aqui vai Black Company com a sua sonoridade cheia de pitadas de jazz. O clássico do hip hop tuga com várias referências a outros que também viriam a ser uns dos pais do hip hop tuga. Nesta letra os Black Company definem aquilo que é o espírito do hip hop e a sua cultura na tuga.

Aqui vai os avôs a ensinar os pais a nadar. Disfrutem filhotes:

Depois da introdução feita pelos Black Company aqui vai outro grupo de hih hop, a doninha bem fedorenta para atormentar as mentes da tuga. Uma sonoridade muito influenciada pelo hardcore, por do Pacman, com o virgul a dar uma veia mais dançante e de love ao grupo e claro com o DJ glue também uma grande referência do hip hop tuga.

Esta música crítica a "comercialidade" que invade e influência a tuga. "A revolução não vai passar na televisão (...) É na nossa casa que começa a guerra." Forte directo e sem metáforas vamos a eles a esses gajos "que estão a mais"!

Depois deste cafezinho com os Da Weasel nada melhor que uma bela reflexão com o nosso puto Sam. Nesta música Sam The Kid faz a sua retrospectiva e quem não o conhece, aqui fica a conhecer. O Sam the Kid é responsável pela massificação do Hip Hop em Portugal, entrando pelas escolas secundárias adentro, foi e é inspiração de diferentes gerações. 

Destaca-se a maturidade nas letras e a consciência da sua importância para a juventude que o ouve. Continua Sam The Kid que continuaremos a acompanhar e a apoiar. Humilde, perspicaz e eficaz é ele o nosso puto!

Obrigado Sam! obrigado Antena 3!

Depois de alguns scratchs e dicas aqui vem o senhor que em tempos já foi da nova escola e agora é lendário. Súbtil na mensagem surge no apogeu do hip hop tuga e ele de forma humilde conquistou também os nossos corações.

Lírica inagualável e aventureira é ele o Sir Scratch. Palavras para quê? Ninguém melhor que ele para lhes dar uso. 

Aviso já que isto não está por ordem de importância, pois para mim são todos importantes e têm papeis diferentes no movimento e na cultura, pois estes senhores poderiam vir também mais a cima da lista caso fosse por ordem de importância. Senhores estes que dispensam de apresentação se precisas de apresentação? Não "tu precisas de uma sebenta"!

Valete "aquele homem que eles amam/odiar". Tanta brutalidade na palavra que não há palavra que o descreva. 

Nesta música valete cospe uma homenagem e traça o corredor da fama da tuga metendo os que têm a mania que são alguém. "Corre por amor ao hip hop"!! "Sê humilde bro"!!

O nosso barbeiro de estimação sempre bem educado e um flow tranquilo para compensar a sua agressividade. O hiphop de gula é a inspiração para muitos da nova escola, pena é que poucos interpretam a mensagem como deve ser porque não aprenderam bem a lição. 

Agora vem aí a nova escola, com os que considero serem os mais reais (daqueles que conheço claro). Comecemos por quem continua a rebentar de forma igualmente humilde em relação aos anteriores, nada mais, nada menos do que o Dillaz com o seu flow hipnotizante, letras arriscadas e uma certa superioridade moral em relação aos outros que só falam em cus e mamas.

"Tens a cara de um caralho! Devias de ter uma braguilha na cara!"

Aqui vai o pai do Trap na tuga, aprendiz do avô Sam, mas que não se limitou a fazer o mesmo que o seu mestre, mas sim a inventar e reinventar. Sonoridade única, agressividade própria e velocidade alucinante, é ele a estrela da nossa tuga trap: 

"O tempo passa não vou pensar, vou fazer!" Aqui está ele o Vado a massificar o hip hop crioulo na tuga, sendo dos poucos ou único, que junta a letra em crioulo com o português para espalhar a mensagem. A realidade pura e dura e sem fantasias ou falsidade como alguns pseudos gostam de usar.

Bem o post já vai longo e ainda faltam aqui referências, mas já sabem como eu sou, se me apetecer faço uma parte II. 

Apreciem divulguem e não oiçam qualquer merda!

 

 

25
Fev20

A música que vos deixo para o momento em que estamos: Racismo é Burrisce!

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A tranquilidade desta música remete-nos para necessidade de auto reflexão.

Apesar desta falar sobre a realidade brasileira, é universal e encaixa-se muito bem na nossa realidade. Crítica o negacionismo do racismo, diga-se de passagem que vive de braços dados com outro tipo de negacionismos e branqueamentos. 

Faça a sua lavagem cerebral e diga não ao racismo, com mais ou menos floreados!

#racismoéburrice #diznãoaoracismo

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