Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrevo, logo existo

Escrevo, logo existo

14
Jan20

Paz e chapadas (foneticamente é espetacular – apenas isso)

Escrevo, logo existo

Quando alguém dá uma chapada a outra pessoa para evitar andar à porrada em vez de se retirar, quando tem essa opção é a mesma coisa do que meter lenha na fogueira para ela não arder.

Há quem ache que a atitude de Trump é uma coisa nunca vista, é mentira! Isto sempre foi prática política nos e dos EUA, para resolver questões políticas internas.

A utilização do espantalho do “terrorismo” como tática de alienação de massas, nunca foi tão claro como hoje. O império Norte Americano utiliza o “terrorismo” como instrumento político, chegando ao ridículo de classificar um exército e um general como “terroristas”.

A questão que se impõe é: um estado que mata um general explodindo com o seu carro através de um drone, pode designar-se como um estado “terrorista”? Se adotarmos este termo, como é banalmente utilizado, teremos então de considerar este ato como um ato de terrorismo de estado.

Temos um atrito entre dois países, conflito este que arrasta uma região do globo e que tem envolvido diferentes países, quer sejam desta região, quer sejam do resto mundo.

Falemos dos que podem fazer diferença, os da região propriamente dita não têm grande influência e importância, a não ser pela sua proximidade geográfica e cultural, pois estes apenas agem de “costas quentes” e com garantias de terceiras partes. Quem pode de facto fazer a diferença para o equilíbrio de forças é a Rússia e a China, tendo em conta que da UE e dos seus Estados Membros não se espera grande coisa, além de apoios ou votos de condenação muito “diplomáticos” que passam a mão nas costas dos EUA.

É determinante que estes mexam as suas esferas de influência em forma de contraste com a forma dos EUA, ou seja, promovendo a paz, a cooperação e o equilíbrio de forças, prática esta que tem sido prática da China e da Rússia.

No que toca à região do Médio Oriente temos três países que merecem alguma atenção nomeadamente Israel, Turquia e a Arábia Saudita. Israel é um fiel aliado dos EUA, a Turquia joga em vários tabuleiros, jogando com as contradições dos EUA e da Europa aproveitando os interesses da Rússia e por último a Arábia Saudita a protegida dos EUA, rica e cheia de petróleo até à ponta dos cabelos.

A realidade do médio oriente é complexa e é com essa complexidade que a devemos de olhar sem simplismos, mas uma coisa é certa: a violência e a desestabilização não constroem a paz!

 

 

16
Nov19

Dinheiro -> Multibanco | Votos -> Urna

Escrevo, logo existo

O deputado do partido socialista Ascenso Simões veio defender, como medida de combate à abstenção, o voto eletrónico no multibanco, acontece que votar não é a mesma coisa que ver o saldo ou pagar a conta da luz e da água. É mais importante do que isso e se as pessoas não votam não é por terem preguiça de ir à assembleia eleitoral, é de facto por não quererem votar por questões políticas, ou seja, porque não acreditam, não creem na nossa democracia.

O erro crasso é o facto de não existir interesse por parte dos partidos do arco do poder (PS/PSD/CDS) de discutirem na origem do problema e isso acontece no caso de Ascenso Simões “esquece-se” que faz parte de um partido que tem grandes responsabilidades no desacreditar dos portugueses no nosso sistema político, durante as últimas 4 décadas, é na alteração dessas políticas que o Sr. Ascenso Simões não quer colocar a discussão.

O que muitos dos portugueses vêm é que faz com que não votem, é o banqueiro que afundou o banco e o governo que injeta dinheiro que é dos contribuintes, nesse mesmo banco, quando a responsabilidade não foi dos contribuintes, mas sim de Ban . . . Ladrão. Enquanto os salários continuam baixos, enquanto as pessoas continuam a não ter dinheiro para meter os filhos a estudar na faculdade etc . . .

Para resolver o problema da abstenção é necessário mudar o rumo das políticas, é necessária uma política que valorize as pessoas e não os mercados e a especulação.

p.s. Ascenso Simões deixe-se de conversas e de falinhas mansas e só espero que ninguém vá nessa conversa.

03
Out19

Votar para que te quero?

Escrevo, logo existo

Um dos principais motivos para votar é porque esta é uma das formas de defender os nossos interesses, entenda-se que defender os nossos interesses não é sinonimo de ser interesseiro.

 

Muitos afirmam que “nós votamos neles, eles dizem uma coisa e fazem outra”. Aqui já definimos um bom critério, votar naqueles que cumprem a palavra dada. A questão é que estas pessoas que fazem este tipo de afirmações, muitas das vezes, nunca vão confirmar para ver de facto quem são o “eles” e verificar se estes “são todos assim”.A criação da ideia do “eles” e do “nós” também é um objeto de estudo interessante, como uma das causas explicativas para a abstenção. A ideia do “nós” e do “eles”, cria uma ideia de afastamento entre estes dois polos, o que afasta as pessoas, distanciando ainda mais a política das pessoas e da vida comum, deixa de fora o espaço comum, torna-se menos democrática.

 

Colada a esta ideia do binómio “nós e eles”, surge um suplemento para o “eles”, passando a ser “eles os políticos”, que devido à nossa facilidade para criar novos conceitos, evoluindo para “os políticos” e por ultimo a mais recente atualização, levada a cabo também por muitos vendedores da banha da cobra, que tenta elevar esta “categorização” a condição de classe, chamando-lhe  de “classe política”.

O problema continua: a ideia é criar um fosso, esse sim de classe, entre aqueles que têm condições de classe para fazer parte dessa coisa da política e os outros, os outros que vão na cantiga do bandido dos primeiros do “nós e do eles” e da “classe política”.

 

Esta ideia de “classe política” traz também consigo a intensão de tentar meter todos no mesmo saco, o que constitui também por si só uma falácia porque partidos há muitos e de facto não são todos iguais e nem todos representam os mesmos sectores e classes da nossa sociedade.

Afinal quem são os políticos? Somos todos nós, o ser humano é um animal político por excelência, tudo na sua vida é político até a opção e o facto de não a querer fazer. Para quem não quer fazer política, um aviso: Vivemos em sociedade e sendo a sociedade um corpo coletivo dependerá sempre de quem consiga fazer coisas, ou seja, se não quiseres fazer, alguém fará por ti, se não quiseres decidir, alguém decidirá por ti, para bem ou para mal.

 

Uma das vertentes da nossa democracia, que se encontra em crise, é a vertente da democracia participativa. Esta crise tem também uma forte influência naquilo que é a abstenção porque a democracia não se pode esgotar em chamadas às urnas de 4 em 4 anos, a democracia é mais do que isso. A democracia ensina-se, a democracia constrói-se.

É necessário criar um maior gosto pela democracia, é preciso conquistar uma melhor democracia porque quem corre por gosto não cansa e domingo vai votar e participa para além do voto.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D