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10
Dez20

Racismo e então!? Carrega no botão!! – Foi o que eles disseram

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A lógica de que as coisas se resolvem de forma artificial não é nova e o PS sempre gostou muito, um dos exemplos gritantes é considerar que as quotas nos mandatos para “garantir a participação das mulheres e a igualdade de género”, quando não é só não resolver o problema como passa a ideia que resolve sem resolver nada.

Tal como no “machismo” tivemos essa resposta, agora temos o “botão de pânico” como forma de resolver o “racismo no SEF”. O racismo não se resolve com um “botão de pânico”, nem com a “remoção de tatuagens”, o racismo resolve-se penalizando, criminalizando, educando e combatendo. Quem apresenta o botão como solução não quer resolver o problema, mas sim aproveitar-se para ter uns minutinhos de fama, esse é o seu objectivo último. Para perceber este oportunismo primário basta ver o posicionamento do PSD e do BE que também colocam à cabeça a demissão do ministro ou da directora, como se isso fosse resolver.

O “racismo no SEF” tem duas áreas que é preciso encarar de frente, a cultura/sociedade e a estrutura/funcionamento. Primeiro assumir que existe racismo no nosso país e ele nasce em casa e tem de ser combatido e resolvido na escola e nas instituições. Cumprindo a lei e a justiça aqui também tem o papel de fazer cumprir a lei e punir qualquer prática racista. Segundo o SEF é um serviço de informações com funções de polícia, sendo o único serviço de informações que tem esta “excepção”, ou seja, assume-se de princípio que um imigrante é um caso de polícia. O imigrante como qualquer cidadão só é caso de polícia quando comete um crime e no SEF parte-se do principio que o imigrante é um potencial criminoso, uma potencial ameaça. Isto prende-se de todo com a forma como “nós” vemos o “outro”.

A solução só é possível de duas formas, ou extinguir e começar tudo de novo ou tirar competências de polícia ao SEF, que na minha opinião nunca deveriam ter sido dadas. Se existe uma pessoa que comete um crime, este deve ser encaminhado ou para a PSP ou para a PJ. Desta forma o SEF passaria a ser um serviço de informações que vigia e supervisiona as fronteiras e os movimentos inerentes a ela e não outra coisa qualquer.

Conclusão: Racismo e racistas no SEF e no país não e que se lixe o botão!

 

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