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Escrevo, logo existo

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31
Out19

Apenas chuva

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Parece que quando chove as pessoas decidem todas comprar um carro ou alugar para encher as ruas de Lisboa. Porquê tal fenómeno? Medo de se molharem? A meu ver estamos perante ridículo, existe uma tecnologia inventada à pouco tempo chamada de chapéus de chuva, coisa de à pouco tempo, percebo.


Para além do mais estas pessoas não é a primeira vez que saem de casa quando chove, a não ser que só saiam de casa quando chove e de carro, o que mais uma vez não faz sentido. Outra hipótese é cada vez que saem de casa irem de transportes públicos. Neste momento dêmos as mãos uns aos outros em círculo, fazendo uma grande reflexão coletiva: Também não chove nos transportes, pois não? No caminho para o trabalho quando saem dos transportes e vice-versa podem usar um chapéu não podem? Então meus caros nesse caso deixem o carro na garagem, aproveitem o passe e usem os chapéus.

27
Out19

Para a padeira nem vento nem casamento de onde? De espanha meu caro.

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Padeira é das profissões mais nobres, um padeiro não é a mesma coisa que um pedreiro. Um faz pão e o outro faz? Burros! Trabalha a pedra e não! não faz pedras! 

Mais impressionante é a outra que trata dos outros à mocada, quando com pedras resultaria melhor com certeza. Comer pedras faz partir os dentes, não convém trocar-lhe os papéis. A padeira de Aljubarrota é o nosso Jesus Cristo, primeiro porque nos libertou, segundo porque tem a capacidade de multiplicar pães, nomeadamente contra espanhóis. Ainda é mais que cristo, pois ela ao mesmo tempo que trata da arte da criação de pães (e não pãos como alguens dizam), liberta-nos dos espanhóis.

Outra pergunta que me sobressalta é: Como é que aquela senhora apareceu em Aljubarrota? Sim porque de lá não era de certeza, pois aquilo é um bocado como a margem sul . . . "um deserto" (já agora ainda é lá que vão fazer o aeroporto?).

Padeiro hoje é uma profissão em ascensão, hoje há muitos jovens que enveredaram por esta profissão histórica, e trabalham de noite e pela madrugada adentro, chegando mesmo a trabalhar o dia inteiro e em qualquer lado, nomeadamente em casas de banho, discotecas e etc. Parece que hoje em dia é possível fazer um pão em qualquer sítio.

Às vezes pergunto-me: Será que se nós nos voltarmos a zangar com os espanhóis eles voltam a unir-se? FSSS estava a tentar não falar sobre espanhóis, mas eles não se entendem entre eles, quanto mais com os outros.

Obrigado padeira que aqui no condado portucalense as coisas continuam (devagarinho mas continuam) e já agora espanhóis obrigado pelos 100 montaditos e quando poderem mandem aquelas cadeias de restaurantes de presunto que têm espalhados por Espanha.

 

 

 

24
Out19

Afinal é possível sair

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Muitos comentadores encartados têm a mania de comparar o "cu com as calsas", muita coisa já foi dita entre a Catalunha e o Brexit, a questão é que são processos muito diferentes. A única coisa que poderá ser comum, entre um processo e outro, é a seguinte questão: quem é a única entidade soberana no que toca à tomada de decisão política?

A resposta é simples, essa entidade chama-se Povo, é ao povo que cabe decidir o seu próprio futuro, isto num primeiro plano. Num segundo plano podemos discutir se os processos de tomada de decisão foram ou não bem conduzidos e num último plano se são legítimos, entre muitas outras discussões de todo o tipo que muitos pseudo intelectuais gostam de ter . . .

Agora o que muitos (pseudo) democratas e comentadores (zecos) fazem, é meter a questão do centro de decisão, tanto da Catalunha como do Brexit, fora do quadro de decisão democrática (poder/povo), para cobardemente colocar a discussão no quadro legalista (legal/judicial) no caso da Catalunha e no caso do Brexit no quadro economicista (negocial/negociante). 

Para esses "comentadores" e "democratas" que têm medo da democracia, o povo não tem! Deixem o povo da Catalunha decidir sobre o seu futuro e no caso do povo Inglês, respeitem a sua decisão!

O interesse do povo tem de estar no centro da ação, os outros interesses são estranhos ao seu interesse e esses devem estar fora tanto num processo como no outro.

20
Out19

Adolf(o) calma que o povo desconfia

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O Adolf(o) Mesquita Nunes foi convidado da circulatura do quadrado, não querendo debater à exaustão a sua participação, gostaria de focar-me no seu posicionamento em relação às ideologias: Adolf(o) entende que o CDS-PP não se rege por ideologias e que não regras rígidas do ponto de vista ideológico, quer em termos de posicionamento, quer em termos de funcionamento. Afirmando que no CDS-PP cabem diferentes tipos de posicionamento, diferentes ideologias, diferentes sensibilidades, dizendo que hoje as ideologias não têm nem devem ter centralidade.

Concentremo-nos nesta matéria, as ideologias têm hoje toda a importância e quando alguém te disser que as ideologias não interessam, ou não são o que mais importa, desconfia! Esse é o mesmo tipo de pessoa que te vai dizer que estamos todos para o mesmo, que hoje numa empresa não há trabalhadores, mas sim colaboradores e que hoje não há patrões, mas sim empregadores e que lhes devemos agradecer por nos explorarem todos os dias. Ah! Desculpem-me, recapitulando . . . a pagarem-nos o salário que não equivale ao que produzimos e que é muito bom e que só temos é que agradecer.

Meus caros quem diz que não existem ideologias, ou que elas hoje não têm importância, na generalidade dos casos (para não dizer todos) afirmam isso porque têm a intensão de fazer com que vocês pensem que não há ideologias, que não há cá lados, que não há cá adversários e inimigos e por último de que não há luta de classes.

A extrema direita escala nesta ideia central da morte das ideologias, dando um ar de antissistema (sendo eles a vanguarda do próprio sistema) como forma de atrair as camadas mais descontentes da população.

O que vale Adolf(o) é que o povo continua a desconfiar e a direita levou a tareia que levou porque o povo desconfia e bem e não perdoa (e bem) o que o vosso governo fez.

20
Out19

House of Cards

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Uma série que começa muito bem, com grande animo e impulso e que acaba mal, porcamente (literalmente) e apressadamente. Notou-se algum desnorte no fim, com o caso Kevin Spicey, mas que mesmo até aí já se ia arrastando demais, tornando-se enfadonha.

Do ponto de vista político é uma série que tem muitos paralelismos com a realidade, não só pelo seu enredo, mas também pela forma como a máquina política norte americana funciona, enquanto processo, enquanto dinâmica, com enfoque muito forte para os jogos de poder nos bastidores.

Uma série que começa bem e acaba mal, mas uma boa série, que vale a pena ver até à 3ª temporada.

 

“Toc! Toc!” (anel a bater na mesa) e até à próxima série…

 

 

17
Out19

Marcelfie digivolui para Marceluencer

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O Marcelo faz muito tempo que era o maior influencer no país, tão ou mais ridículo do que o Wuant (ou sei lá como é que se diz) e em relação aos beijinhos bate de longe a team strada, só falta mesmo entrar na minha casa de banho enquanto estiver a cagar.

 

Isto até podia ter alguma piada, não fosse ele a figura mais alta do estado português, o Presidente da República. Tornando-se ainda mais grave e mesquinho quando a troco deste carinho interesseiro tem a intenção de espetar uma lança nas costas que tem de seu nome "revisão constitucional".

 

Ups . . . Não era para dizer?! (já disse)

foto retirada do expresso (para não terem a ideia de me processarem)

15
Out19

São abstenções meu senhor . . . São abstenções . . .

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As abstenções escondem por detrás a realidade. Para compreender a abstenção é necessário conhecer a realidade e não fugir dela. A realidade é clara: a vida está melhor, os salários subiram, os passes baixaram o preço, e as contribuições para a segurança social aumentaram, não aumentando a carga fiscal, logo, seria espectável que a abstenção diminui-se e não o seu contrário. A questão é que as coisas da vida não são assim tão simples.

O povo português e a sua democracia portuguesa vivem um problema grave, de saúde, que tem resolução, mas esta cura demora o seu tempo, como qualquer terapia. Primeiro é determinante encarar a democracia como um processo e não como um momento. Mas de quem é a culpa? A culpa são das políticas que têm fustigado as populações anos sucessivos.

É necessário continuar a melhoria das condições de vida dos portugueses. Travar este rumo teria como consequência uma ressaca que poderia não só alimentar a abstenção, ou pior, alimentar falsas alternativas, nomeadamente a extrema direita. É urgente continuar a insistir e continuar a criar esperança sendo que a abstenção não se combate do dia para a noite.

Quanto mais esperança, menos abstenção. Melhores condições de vida, mais esperança.

08
Out19

Não votou, mas pode reclamar!

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Afirmar que “se não vota não pode reclamar” é no mínimo ridículo e antidemocrático. Entenda-se que a democracia para estas pessoas que proferem estas anormalidades, vêm a democracia como uma coisa muito curta que se encerra no ato de realizar uma cruz num determinado quadradinho (o diminutivo deve-se ao facto de ser mesmo um quadrado pequeno).

É claro que mesmo não votando pode participar no futuro numa coletividade, numa manifestação ou num partido político e é positivo que o faça pois pode ser que para a próxima vez já vote.

Os mesmos que dizem isto são os mesmos que dizem aos jovens que isso das associações de estudantes e sindicatos é coisa do passado, “devem é trabalhar, ser melhor que os outros e fazerem-se à vida”. Estes que dizem estas alarvidades e os que enfiam a carapuça, incluindo figuras de estado, se não gostam da democracia e não a entendem como processo, ou a querem travar enquanto processo, entendam uma coisa: ela é tão boa ao ponto de vos permitir dizer este tipo de baboseiras (reparem: “anormalidades”/”alarvidades”/”baboseiras”).

 

Para os que não votaram desta vez, desejo que comecem a participar mais e que comecem a votar. Para os que dizem estas coisas, digam para dentro que isso se calhar dito numa tasca, também vos corria mal, já para não dizer que não fica bem à primeira figura do estado.

06
Out19

Pilote você mesmo

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Ao que parece o mundo da imundice e porcalhice é inerente à existência humana. Chego a esta conclusão através de uma noticia do site https://www.aproximaviagem.pt/noticias/estas-sao-as-duas-bebidas-que-nunca-devera-pedir-num-aviao/ , que nos mete a par de que nos aviões os “canos raramente são limpos” e “conta ainda que também os tabuleiros usados nos aviões costumam estar sujos. Tal como as mesas de suporte existentes nos bancos.”.

 

Quem nos traz esta agradável noticia é Jamila Hardwick, que tem como profissão hospedeira de bordo, que nos dá o conselho de não pedir chá nem café, passo em nota de rodapé que é a bebida que as pessoas mais pedem. Para piorar o cenário ainda pede para levarmos os nossos próprios produtos de higiene para limparmos os tabuleiros e os suportes para comer existentes nas cadeiras.

 

O mundo está virado ao contrário então pagamos exorbitâncias por uma viagem e ainda vamos ter de limpar?? Só espero que não se lembrarem de levar o conceito “do it yourself” tão a fundo na aviação porque eu nem a carta de condução de carro tenho quanto mais pilotar aviões.

 

Bom dia, boa viagem e bom pequeno almoço com um sumo da compal.

 

03
Out19

Votar para que te quero?

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Um dos principais motivos para votar é porque esta é uma das formas de defender os nossos interesses, entenda-se que defender os nossos interesses não é sinonimo de ser interesseiro.

 

Muitos afirmam que “nós votamos neles, eles dizem uma coisa e fazem outra”. Aqui já definimos um bom critério, votar naqueles que cumprem a palavra dada. A questão é que estas pessoas que fazem este tipo de afirmações, muitas das vezes, nunca vão confirmar para ver de facto quem são o “eles” e verificar se estes “são todos assim”.A criação da ideia do “eles” e do “nós” também é um objeto de estudo interessante, como uma das causas explicativas para a abstenção. A ideia do “nós” e do “eles”, cria uma ideia de afastamento entre estes dois polos, o que afasta as pessoas, distanciando ainda mais a política das pessoas e da vida comum, deixa de fora o espaço comum, torna-se menos democrática.

 

Colada a esta ideia do binómio “nós e eles”, surge um suplemento para o “eles”, passando a ser “eles os políticos”, que devido à nossa facilidade para criar novos conceitos, evoluindo para “os políticos” e por ultimo a mais recente atualização, levada a cabo também por muitos vendedores da banha da cobra, que tenta elevar esta “categorização” a condição de classe, chamando-lhe  de “classe política”.

O problema continua: a ideia é criar um fosso, esse sim de classe, entre aqueles que têm condições de classe para fazer parte dessa coisa da política e os outros, os outros que vão na cantiga do bandido dos primeiros do “nós e do eles” e da “classe política”.

 

Esta ideia de “classe política” traz também consigo a intensão de tentar meter todos no mesmo saco, o que constitui também por si só uma falácia porque partidos há muitos e de facto não são todos iguais e nem todos representam os mesmos sectores e classes da nossa sociedade.

Afinal quem são os políticos? Somos todos nós, o ser humano é um animal político por excelência, tudo na sua vida é político até a opção e o facto de não a querer fazer. Para quem não quer fazer política, um aviso: Vivemos em sociedade e sendo a sociedade um corpo coletivo dependerá sempre de quem consiga fazer coisas, ou seja, se não quiseres fazer, alguém fará por ti, se não quiseres decidir, alguém decidirá por ti, para bem ou para mal.

 

Uma das vertentes da nossa democracia, que se encontra em crise, é a vertente da democracia participativa. Esta crise tem também uma forte influência naquilo que é a abstenção porque a democracia não se pode esgotar em chamadas às urnas de 4 em 4 anos, a democracia é mais do que isso. A democracia ensina-se, a democracia constrói-se.

É necessário criar um maior gosto pela democracia, é preciso conquistar uma melhor democracia porque quem corre por gosto não cansa e domingo vai votar e participa para além do voto.

 

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