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Escrevo, logo existo

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15
Out19

São abstenções meu senhor . . . São abstenções . . .

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As abstenções escondem por detrás a realidade. Para compreender a abstenção é necessário conhecer a realidade e não fugir dela. A realidade é clara: a vida está melhor, os salários subiram, os passes baixaram o preço, e as contribuições para a segurança social aumentaram, não aumentando a carga fiscal, logo, seria espectável que a abstenção se diminui e não o seu contrário. A questão é que as coisas da vida não são assim tão simples.

O povo português e a sua democracia portuguesa vivem um problema grave, de saúde, que tem resolução, mas esta cura demora o seu tempo, como qualquer terapia. Primeiro é determinante encarar a democracia como um processo e não como um momento. Mas de quem é a culpa? A culpa são das políticas que têm fustigado as populações anos sucessivos.

É necessário continuar a melhoria das condições de vida dos portugueses. Travar este rumo teria como consequência uma ressaca que poderia não só alimentar a abstenção, ou pior, alimentar falsas alternativas, nomeadamente a extrema direita. É urgente continuar a insistir e continuar a criar esperança sendo que a abstenção não se combate do dia para a noite.

Quanto mais esperança, menos abstenção. Melhores condições de vida, mais esperança.

08
Out19

Não votou, mas pode reclamar!

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Afirmar que “se não vota não pode reclamar” é no mínimo ridículo e antidemocrático. Entenda-se que a democracia para estas pessoas que proferem estas anormalidades, vêm a democracia como uma coisa muito curta que se encerra no ato de realizar uma cruz num determinado quadradinho (o diminutivo deve-se ao facto de ser mesmo um quadrado pequeno).

É claro que mesmo não votando pode participar no futuro numa coletividade, numa manifestação ou num partido político e é positivo que o faça pois pode ser que para a próxima vez já vote.

Os mesmos que dizem isto são os mesmos que dizem aos jovens que isso das associações de estudantes e sindicatos é coisa do passado, “devem é trabalhar, ser melhor que os outros e fazerem-se à vida”. Estes que dizem estas alarvidades e os que enfiam a carapuça, incluindo figuras de estado, se não gostam da democracia e não a entendem como processo, ou a querem travar enquanto processo, entendam uma coisa: ela é tão boa ao ponto de vos permitir dizer este tipo de baboseiras (reparem: “anormalidades”/”alarvidades”/”baboseiras”).

 

Para os que não votaram desta vez, desejo que comecem a participar mais e que comecem a votar. Para os que dizem estas coisas, digam para dentro que isso se calhar dito numa tasca, também vos corria mal, já para não dizer que não fica bem à primeira figura do estado.

06
Out19

Pilote você mesmo

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Ao que parece o mundo da imundice e porcalhice é inerente à existência humana. Chego a esta conclusão através de uma noticia do site https://www.aproximaviagem.pt/noticias/estas-sao-as-duas-bebidas-que-nunca-devera-pedir-num-aviao/ , que nos mete a par de que nos aviões os “canos raramente são limpos” e “conta ainda que também os tabuleiros usados nos aviões costumam estar sujos. Tal como as mesas de suporte existentes nos bancos.”.

 

Quem nos traz esta agradável noticia é Jamila Hardwick, que tem como profissão hospedeira de bordo, que nos dá o conselho de não pedir chá nem café, passo em nota de rodapé que é a bebida que as pessoas mais pedem. Para piorar o cenário ainda pede para levarmos os nossos próprios produtos de higiene para limparmos os tabuleiros e os suportes para comer existentes nas cadeiras.

 

O mundo está virado ao contrário então pagamos exorbitâncias por uma viagem e ainda vamos ter de limpar?? Só espero que não se lembrarem de levar o conceito “do it yourself” tão a fundo na aviação porque eu nem a carta de condução de carro tenho quanto mais pilotar aviões.

 

Bom dia, boa viagem e bom pequeno almoço com um sumo da compal.

 

03
Out19

Votar para que te quero?

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Um dos principais motivos para votar é porque esta é uma das formas de defender os nossos interesses, entenda-se que defender os nossos interesses não é sinonimo de ser interesseiro.

 

Muitos afirmam que “nós votamos neles, eles dizem uma coisa e fazem outra”. Aqui já definimos um bom critério, votar naqueles que cumprem a palavra dada. A questão é que estas pessoas que fazem este tipo de afirmações, muitas das vezes, nunca vão confirmar para ver de facto quem são o “eles” e verificar se estes “são todos assim”.A criação da ideia do “eles” e do “nós” também é um objeto de estudo interessante, como uma das causas explicativas para a abstenção. A ideia do “nós” e do “eles”, cria uma ideia de afastamento entre estes dois polos, o que afasta as pessoas, distanciando ainda mais a política das pessoas e da vida comum, deixa de fora o espaço comum, torna-se menos democrática.

 

Colada a esta ideia do binómio “nós e eles”, surge um suplemento para o “eles”, passando a ser “eles os políticos”, que devido à nossa facilidade para criar novos conceitos, evoluindo para “os políticos” e por ultimo a mais recente atualização, levada a cabo também por muitos vendedores da banha da cobra, que tenta elevar esta “categorização” a condição de classe, chamando-lhe  de “classe política”.

O problema continua: a ideia é criar um fosso, esse sim de classe, entre aqueles que têm condições de classe para fazer parte dessa coisa da política e os outros, os outros que vão na cantiga do bandido dos primeiros do “nós e do eles” e da “classe política”.

 

Esta ideia de “classe política” traz também consigo a intensão de tentar meter todos no mesmo saco, o que constitui também por si só uma falácia porque partidos há muitos e de facto não são todos iguais e nem todos representam os mesmos sectores e classes da nossa sociedade.

Afinal quem são os políticos? Somos todos nós, o ser humano é um animal político por excelência, tudo na sua vida é político até a opção e o facto de não a querer fazer. Para quem não quer fazer política, um aviso: Vivemos em sociedade e sendo a sociedade um corpo coletivo dependerá sempre de quem consiga fazer coisas, ou seja, se não quiseres fazer, alguém fará por ti, se não quiseres decidir, alguém decidirá por ti, para bem ou para mal.

 

Uma das vertentes da nossa democracia, que se encontra em crise, é a vertente da democracia participativa. Esta crise tem também uma forte influência naquilo que é a abstenção porque a democracia não se pode esgotar em chamadas às urnas de 4 em 4 anos, a democracia é mais do que isso. A democracia ensina-se, a democracia constrói-se.

É necessário criar um maior gosto pela democracia, é preciso conquistar uma melhor democracia porque quem corre por gosto não cansa e domingo vai votar e participa para além do voto.

 

01
Out19

“By order of the Peaky Fucking Blinders”

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Peaky Blinders é uma série da BBC disponível na Netflix,esta série é baseada num grupo, de delinquentes altamente organizados, queexistiu em Birmingham que tem o nome da série, sendo que a história e as suaspersonagens são fictícias.

A beleza da série reside na capacidade que ela tem para nosteletransportar no tempo, chegando quase a sentir o “smog” dos anos 1919 em Birminghame um pouco por toda a Inglaterra. Caracterização esta que combina que nem ginjascom uma banda sonora moderna, que proporciona um envolvimento fresco e familiarcom o nosso tempo, banda sonora que conta com nomes como o de Nick Cave.
Nesta série cabe o mundo todo: Amor, glamour, miséria, ciganos,luta de classes, política, gangs, máfia, serviços secretos, comunistas, trabalhistas,Churchill, guerra etc…

Uma série cheia de dilemas morais, que mostra expressões e exemplosda luta de classes, que é também ao mesmo tempo um retrato da origem da nossasociedade em geral e da Britânica em particular. Peaky Blinders mais do que umasimples série sobre gangsters, é um retrato.

Em Portugal na Netflix ainda está na 4ª temporada, mas pareceque a 5ª temporada está para breve. Uma série que não tem cá “encher chouriços”e que está com uma grande vitalidade, sendo que o seu consumo é altamente aditivo.





30
Set19

Já não passo sem ti

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Sábado é o dia de quem tem direito a um sábado normal, denão ter nada para fazer. Dia em que muita gente se perde entre o planeamento denada para fazer e a preguiça porque para nada fazer em condições, implicatambém alguma mestria, criatividade e coragem. Assim foi! Acordei vi o mail, vias notícias. Comi uma taça de cereais e perto das 11h lá fui para a praia.


Sendo do distrito de Lisboa e não tendo carro fui detransportes e ao contrário de muita "boa gente", não tenho nem tivemedo da minha gente e amor pelas nossas gentes é o que tenho.


Estamos em setembro e o calor aperta. A pergunta que mesurge é nada mais nada menos do que: O que é que me faz ir para a praia? Nadamais nada menos do que nadar, refrescar e praticar desporto.  Desta vez fui sozinho, pois sabes estarsozinho é das melhores coisas que um homem pode ter.


Chegado ao Cais do Sodré, aqui fui linha adentro,impressionante a quantidade de Lisboetas que não usufruem desta riqueza à beiramar. A ponte 25 de abril, os barcos à vela, a "malta" da pesca, osenhor a passear o cão ... Enfim a vida a acontecer, haverá coisa mais bela?Sendo que a única coisa feia é que apenas se fala inglês e outras línguasestrangeiras e portugueses nem os vês, parece que temos as nossas coisas boaspara os outros. A pergunta impõe-se - Porque é que os alfacinhas não aproveitamas coias boas da sua cidade, do seu distrito? darei a opinião no fimcontinuemos a disfrutar a viagem.


Para que tudo resulte, tudo trabalha para, na e a cidade. Éuma verdadeira orquestra, é o "Comicon" a acontecer em Algés, ospolícias a trabalhar e o comboio a andar, com certeza uns mais felizes queoutros, ou mais infelizes que outros (depende do estado de espírito do escritorou do leitor). Não nos percamos e continuemos a disfrutar do que a viagem/vidatem para nos dar.


O estômago começa a roncar, e ainda no comboio, estandodesempregado, duas uma ou pouparei dinheiro, ou comerei um belo peixe, mais umavez nem vale a pena pensar nisso e não aproveitar esta viagem de comboio .Quando chegar lá, logo penso no que vou comer. . .


Chegando a Cascais, apercebo-me que o movimento é muito etal como no comboio está cheio de turistas, muito movimento, muitas esplanadas,jovens "voluntários" a receber as pessoas no comboio e osrestaurantes a abarrotar. Lá mergulhei nas ruas, deparo-me com o preço dasardinha e foi mais fácil do que pensava, vamos às sardinhas! Sardinhas a 8,50€o mais barato da ementa.


Depois do almoço como se diz por cá: é "tempo dedesmoer", e assim foi, meti-me a andar um bocadinho, chegando ao Vila Galée voltando para trás, de volta à baía de cascais percebi que o passeio não medeu coragem suficiente para enfrentar o mar gélido. Falta de coragem esta quenão foi ultrapassada pelo meu gosto pela natação, então concentrei-me, enchi ospulmões e dei um mergulho e vim de novo para a toalha.


Muita gente na praia, portuguese3s só me apercebo dos queestão a trabalhar, guardarão "remitentes um cheirinho de alecrim",pergunto-me será que um dia esse "tanto mar" será também para oportuguês comum navegar? Hoje ainda não é, pelo menos para todos...


E lá vim mais dois km´s a pé até ao Estoril, fazendo algum exercíciofísico pelo caminho, chegando ao Estoril, nada melhor do que um belo duche de águafria para "acalmar" os músculos e depois para o lanche uma bananapara ajudar a contrariar as dores musculares, com uma boa dose de magnésio.Mais uma vez é continuar a apreciar o andar do tempo sem preocupações e maisuma vez disfrutar.


Duas cervejas a ver a bola no Picadelly, conversar comestranhos no bar. Pôr do sol em andamento no comboio. Haverá coisa mais bela?Será isto a verdade, o verdadeiro significado de viver?



P.S. Obrigado Passe, sem ti isto não era possível!






30
Set19

Mais simples do que parece

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A pergunta que se deve responder perante a suposta pergunta: " Qual é o tema do Blog?"

Pois... Pergunta difícil de responder e para a não tenho qualquer pretensão de responder. A única coisa que consigo responder e que para mim faz sentido, é que gosto de escrever, dá-me prazer, mesmo que para tal arte não tenha tanto engenho.

Respondo desta forma: O tema não sei, mas a função é divertir-me e escrever e quem quiser e estiver interessado, pode ler.

Até já...


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